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A entrevista dessa semana da coluna 5x Petróleo é com Marco Aurélio Cavalcante. Formado em Gestão Tecnológica de Petróleo e Gás, ele atua como professor nos cursos profissionalizantes de Logística e Refino de Petróleo, Segurança do Trabalho e Plataformista. Em sua entrevista o gestor fala sobre a diferença entre Tecnólogo de Petróleo e Engenheiro de Petróleo e suas áreas de atuação, tema que será abordado durante a 15ª edição das Terças Tecnológicas do Petróleo da Nicomex, na próxima terça-feira, dia 24 de novembro.
1X Qual a importância para o estudante saber a diferença entre a formação de tecnólogo e engenheiro do petróleo?
É importante ter esta distinção, principalmente, no momento em que o profissional for procurar seu espaço no mercado de trabalho onde a formação de Tecnólogo tem seu efeito prático e desejável de atender as necessidades específicas do mercado, enfatizando e considerando a vocação regional. E não se preocupar com o mito do "conflito" ou competição com a carreira tradicional de graduação de engenharia.
2X O mercado de trabalho tem feito essa distinção entre os dois cursos?
Não no início, nós tecnólogos temos conquistado nosso espaço aos poucos à partir do entendimento, de que não estamos aqui para concorrer com nenhuma engenharia. Através disto, temos conseguido que o Conselho Regional de Química (CRQ) e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) formalize a profissão e, em breve, o próximo passo será a regulamentação junto ao Ministério do Trabalho.
3X O engenheiro será sempre mais valorizado por ter em sua formação, matérias básicas para os estudantes de todas as engenharias?
Isso é uma realidade. Não dizendo que os tecnólogos não tenham as deles, mais tarde podemos nos tornar engenheiros.
4X Como um tecnólogo, já formado, pode incrementar o seu currículo e se tornar mais qualificado?
Impreterivelmente tendo domínio de um segundo idioma, de preferência o inglês. Como a formação nos permite atuar em áreas como exploração, produção, transporte, equivale ao profissional traçar uma meta e procurar sua especialização, se aprofundar no conhecimento e até mesmo quem sabe fazer uma engenharia. Deixando claro aos profissionais que o que dá dinheiro e fazer o que gosta e não o que está na "moda".
5X No novo cenário do setor de petróleo que está surgindo no país existe espaço para as duas profissões? Onde cada um atuaria especificamente?
Com certeza. Como comentado anteriormente o tecnólogo é de um efeito prático e necessidade específica, na "criação de um projeto" só necessitaríamos de um engenheiro para assinar. O engenheiro tem sua responsabilidade técnica referente à execução e acompanhamento dos projetos de engenharia (básicos e de detalhamento) e o que nos sobra é a diversidade da cadeia produtiva de petróleo e gás onde não se requer a graduação tradicional de engenharia, tais como suprimento, logística, planejamento, controle, orçamento, gestão de processos de campo e de qualidade.
Por Patrícia Nascimento
patricia.n@nicomexnoticias.com.br
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