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ENTREVISTA COM RENATO BERTANI 10/06/10

A 5X Petróleo desta semana é com o executivo Renato Bertani, que juntamente com João Carlos de Luca está à frente da Barra Energia, empresa independente de exploração e produção recentemente criada para atuar no mercado nacional. Nessa entrevista, Bertani aponta qual é a expectativa de entrar em um mercado que está cada vez mais competitivo, além de delinear como foi estabelecido o acordo de participação no valor de US$ 500 milhões com o First Reserve Corporation, firma de private equity líder mundial na indústria de energia.

1X A Barra Energia surge no mercado nacional em um momento ascendente para a atividade de exploração e produção de petróleo no país. Depois da OGX, Starfish e HRT, a nova petrolífera surge para atuar no mercado de médio porte. Qual a expectativa da empresa em atuar num mercado que está cada vez mais competitivo?

A Barra Energia tem um plano de investimentos focado em certas bacias sedimentares brasileiras onde identificamos oportunidades para alavancar o conhecimento técnico e experiência operacional da nossa equipe e aplicação de novos conceitos exploratórios. Pretendemos nos posicionar num nicho onde a combinação de aporte de capital, conhecimento técnico e aplicação de novos conceitos exploratórios assegurem o êxito do empreendimento.

2X No início deste mês, o First Reserve Corporation, firma de private equity líder mundial na indústria de energia, estabeleceu um acordo de participação de US$ 500 milhões com a Barra Energia. Como foi estabelecida essa parceria?

O First Reserve já tem outros investimentos no Brasil nos setores de serviços e apoio à indústria de petróleo, mas já vinha há algum tempo procurando oportunidades para investir no segmento de exploração e produção de petróleo e gás. A equipe gerencial da Barra Energia foi apresentada ao First Reserve por um executivo do setor próximo as duas entidades no final ano passado. As discussões progrediram rapidamente e, como se constata, em pouco mais do que um trimestre já fechamos os acordos com o First Reserve e entramos em campo, para usar uma expressão tão brasileira quanto a Barra.

3X Assim como toda empresa recém criada para atuar nesse setor, a petrolífera está procurando ativos para investir. Como está a preparação do portfólio de atuação da empresa no país?

A Barra Energia tem planos bem definidos em relação à natureza dos ativos que pretende incorporar através das diversas modalidades usualmente praticadas na indústria do petróleo: farmins (obtenção de participação em ativos já detidos por outras companhias), aquisições de ativos e/ou companhias e participações em futuros leilões de áreas. Embora tenhamos iniciado nossas atividades há menos de um mês já estamos engajados em pelo menos duas negociações e temos algumas possibilidades de negócios em estudo.

4X A demora da votação do novo marco regulatório do pré-sal tem sido motivo de preocupação dos principais players atuantes no setor. Na sua opinião, como essa indefinição pode prejudicar a atividade exploratória no país?

Obviamente o quanto antes o novo marco regulatório for aprovado melhor para o setor petrolífero e para o país. Mas também é importante que um assunto tão importante seja profundamente discutido e a nova regulamentação assegure o máximo benefício para a sociedade e, ao mesmo tempo, um retorno justo para os investidores. É importante também realçar que ainda há muitas oportunidades para investimentos e criação de valor nas áreas sobre as quais vige a atual legislação, onde a Barra Energia se posicionará no curto prazo.


5X Foi anunciado no início do mês de maio que o governo da Noruega vai financiar a compra de equipamentos produzidos no país para as 28 sondas de perfuração cuja construção será licitada pela Petrobras em breve. Assim como os noruegueses, cada vez mais surge no mercado nacional, vários investidores estrangeiros. Como o senhor vê o aumento crescente de empresas estrangeiras no mercado petrolífero do país?

Isto apenas confirma a visão internacional sobre o Brasil como um país com excelentes perspectivas de crescimento econômico, estabilidade institucional e oportunidades no segmento de energia.

Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

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