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O presidente da estatal Transpetro, Sergio Machado, criticou na sexta-feira os preços praticados pelas siderúrgicas nacionais no fornecimento de aço para a indústria naval brasileira. A Transpetro tem negociado diretamente a compra do insumo para a construção de petroleiros que fazem parte do Programa de Modernização e Expansão de sua frota (Promef) e, segundo Machado, tem sido obrigada a importar a matéria-prima para que os navios fabricados no Brasil tenham custos competitivos.
Questionado se os preços do aço praticados internamente seriam um entrave à expansão da indústria naval brasileira, Machado respondeu: "Não é (uma barreira) porque nós estamos importando. Se somos exportadores de aço, devemos ter condição de ter o produto a preço competitivo aqui", afirmou ele, após participar da inauguração das novas instalações do Laboratório de Engenharia Naval do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), construído com o apoio financeiro da Petrobras. De acordo com Machado, o aço representa de 20% a 30% dos custos de construção de um navio petroleiro. Em média, as siderúrgicas nacionais oferecem o produto a preços 40% superiores aos praticados por indústrias estrangeiras. "Em uma recente compra que fizemos, a diferença chegou a 55%", disse.
J. Commercio, Economia – Tatiana Freitas
Fonte: nicomex.com.br
